“ Esta ha de ser de pao ryjo, e forte como souaro, ou semelhante; e ha de ser grossa, quanto demanda o tamanho do nauio: por que nella assenta, e affirma o liame, e força de tudo. E se for possiuel, seja toda de hum pao; e senão, sejão bem liados, e pregados, os que forem necessareos pera a fortificarem; e sejão de madeyra sãa, e sem noos, que não apodreça. Por que he grande falta a da quilha, como quer que seja membro principal.” Fernando Oliveira, Livro da Fábrica das Naus, fol. 78.
“Esta morfologia de uma quilha segmentada em partes relativamente pequenas é muito singular, afastando-se daquilo que é conhecido, tanto nas fontes escritas como nos exemplos arqueológicos correlativos, pelo que este aspecto deverá merecer no futuro especial atenção.” ALVES, F., CASTRO, F., RODRIGUES, P., GARCIA, C., MIGUEL A., "Arqueologia de um Naufrágio", Nossa Senhora dos Mártires: A última viagem, Lisboa, Verbo / EXPO 98, 1998, p. 202.